a fabricante de carros Nissan estreou nos Estados Unidos uma propaganda provocativa sobre o seu novo modelo, o Leaf, que é 100% elétrico. O vídeo, que dura um minuto, acompanha a jornada de um urso polar afetado pelo aquecimento global que viaja milhares de quilômetros para, literalmente, abraçar um dono do veículo que está disponível em pré-venda no país.
O anúncio repercutiu nos sites e veículos norte-americanos. O blog sobre sustentabilidade do jornal New York Times destacou diferentes opiniões a respeito da propaganda: enquanto o site especializado em carros Autoblog afirmou que o vídeo é “sutil como uma caixa de martelos na cara”, o blog sobre publicidade Copyranter disse que ele é “ultrajantemente manipulativo” porque a Nissan continua a produzir milhões de carros que não são elétricos. Confira o vídeo e o resto do post abaixo:
O que a propaganda esconde
A agência publicitária responsável pelo anúncio não disse nem dá a entender que a produção de energia elétrica que abastece o carro vem de algum lugar, e polui bastante, ao menos nos Estados Unidos. “Lá, boa parte dessa energia é gerada em usinas termoelétricas, queimando carvão mineral”, afirma Francisco Nigro, engenheiro mecânico e pesquisador do desenvolvimento de motores que escreveu o artigo “O carro elétrico polui” (confira aqui na íntegra) na edição de julho da Galileu. Ou seja, o veículo elétrico não emite gases tóxicos, mas gera CO2 indiretamente e à distância através das usinas.
Continua...
O anúncio repercutiu nos sites e veículos norte-americanos. O blog sobre sustentabilidade do jornal New York Times destacou diferentes opiniões a respeito da propaganda: enquanto o site especializado em carros Autoblog afirmou que o vídeo é “sutil como uma caixa de martelos na cara”, o blog sobre publicidade Copyranter disse que ele é “ultrajantemente manipulativo” porque a Nissan continua a produzir milhões de carros que não são elétricos. Confira o vídeo e o resto do post abaixo:
O que a propaganda esconde
A agência publicitária responsável pelo anúncio não disse nem dá a entender que a produção de energia elétrica que abastece o carro vem de algum lugar, e polui bastante, ao menos nos Estados Unidos. “Lá, boa parte dessa energia é gerada em usinas termoelétricas, queimando carvão mineral”, afirma Francisco Nigro, engenheiro mecânico e pesquisador do desenvolvimento de motores que escreveu o artigo “O carro elétrico polui” (confira aqui na íntegra) na edição de julho da Galileu. Ou seja, o veículo elétrico não emite gases tóxicos, mas gera CO2 indiretamente e à distância através das usinas.
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